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São Paulo, 21 de Novembro de 2017
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Especialistas tiram dúvidas sobre a febre amarela
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Especialistas do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Dom Antonio de Alvarenga, tiram dúvidas sobre a febre amarela e falam sobre o contágio, sintomas, tratamento e vacinação.

A preocupação com a febre amarela também circula por São Paulo e muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre a doença. Para esclarecer, a Dra. Ana Carolina de Moura Coelho, infectologista, e a enfermeira Maria do Carmo Aiex Taier, ambas do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Dom Antonio de Alvarenga, explicam sobre o contágio, sintomas, tratamento e vacinação.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus que pode ser transmitida pela picada de dois tipos de mosquitos, o Aedes aegypti ou o Haemagogus e Sabethes. Segundo as especialistas, no ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. “O período de incubação varia de três a seis dias, podendo se estender até 15 dias. A presença de vírus no sangue dura no máximo sete dias e vai de 24-48 horas antes do aparecimento dos sintomas até três a cinco dias após o início da doença, e é durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura.”, ressaltam.

 

Os sintomas iniciais da enfermidade são: febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares fortes, cansaço, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Já em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia, comprometimento dos rins (anúria), do fígado (hepatite e coma hepático), do pulmão, problemas cardíacos (miocardite) e encefalopatias (convulsões e delírios), que podem levar à morte.

 

Maria do Carmo reforça que o tratamento é apenas sintomático, com cuidado sob hospitalização, repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. “Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.”, afirma.

 

A infectologista Ana Carolina lembra que no Brasil o Ministério da Saúde recomenda vacinação contra febre amarela, com pelo menos dez dias de antecedência, a partir de nove meses de idade aos indivíduos que se deslocam para as áreas de risco, áreas com ocorrência de casos humanos, vetores silvestres e epizootias confirmadas (morte de primatas não humanos) por febre amarela, assim como adeptos do ecoturismo ou turismo rural e trabalhadores que adentram as matas da região. “É importante que as pessoas estejam atentas e em dia com o calendário de vacinação, já que o Ministério da Saúde recomenda revacinação da febre amarela a cada dez anos.”, completa a infectologista.

As especialistas do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HDAA reforçam ainda que é importante que as pessoas se previnam contra picadas de mosquitos da seguinte forma: utilizar camisas de mangas compridas e calças; ficar em lugares fechados com ar condicionado ou que tenham janelas e portas com tela, para evitar a entrada de mosquitos; dormir debaixo de mosquiteiros preferencialmente impregnados com permetrina; não usar perfumes durante caminhadas em matas silvestres, pois perfumes atraem os mosquitos; usar repelentes registrados oficialmente; evitar uso de produtos com associação de repelente e protetor solar na mesma formulação, que ocorre diminuição em um terço dos fatores de proteção solar quando utilizado juntamente com o DEET, e se for usar protetor solar, aplicá-lo antes da aplicação do repelente.

 

Além dos cuidados pessoais, o Hospital Dom Antonio de Alvarenga destaca que a melhor forma de prevenir a contaminação é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença, e para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se realizar a aplicação de inseticida.

 

Sobre a Instituição:

O Hospital Dom Antonio de Alvarenga, fundado em 1932, tem a missão de promover a saúde de forma humanizada, com profissionais qualificados e tecnologia atualizada, praticando filantropia e buscando excelência no atendimento. Dispõe de uma completa estrutura médico-hospitalar e ambulatorial, além de amplo serviço de diagnóstico, sempre prezando pela segurança e conforto do paciente.

Pacientes particulares e de convênios de saúde usufruem do excelente nível de atendimento com segurança e conforto. O HDAA conta com 160 leitos, sendo 30 de UTI e um centro cirúrgico equipado com sete salas cirúrgicas. São mais de 50 convênios de saúde credenciados.

Como entidade filantrópica, realiza um grande número de atendimentos gratuitos por meio do Termo de Parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo. O Hospital ainda mantém o Programa Saúde e Alegria, programa social voltado para crianças em situação de vulnerabilidade social.

 

 

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